Conhecendo Ouro Preto gastando pouco

Ouro Preto está a 2 horas e 30 minutos de Belo Horizonte, localizado na região central do estado, tem 74 mil habitantes e na maior parte do tempo o clima é ameno (de dia sol e a noite fria).

Igrejas, pedras e paralelepípedos no lugar de asfalto, ladeiras e uma arquitetura de tirar o fôlego. E assim é a cidade, um lugar que exala história, um lugar que você anda muito a pé, um lugar que recebe turistas do mundo todo e um lugar que é conhecido pelo seu carnaval.

Depois que vim pra cá, a família e amigos adicionaram Ouro Preto na lista de viagens e como (sempre) me perguntam o que conhecer, montei um roteiro pra quem quer gastar pouco e conhecer vários lugares.


A primeira dica que dou é colocar um sapato e roupa confortável e conhecer a cidade a pé. Estacionar no centro histórico é complicado e o charme da cidade está em percorrer as muitas ladeiras, parar para admirar as casas, janelas, sacadas e portas. E muitos desses imóveis contêm placas falando sobre a arquitetura ou histórias de personalidades que moraram nela. Essas placas fazem parte de um projeto criado na Associação Comercial e Empresarial de Ouro  Preto, em 2005, com o intuito de fomentar o turismo local e está espalhada por todo o centro histórico.

De locais gratuitos para conhecer tem a Casa dos Contos, que conta a história do nosso dinheiro, reúne alguns móveis, documentos e livros do século XVIII e XIX. Recomendo conhecer a Casa de Aleijadinho (na verdade o pai dele que morou lá), e da para conhecer todos os cômodos, tirar foto e, até, sentar na cama.

Os muros que têm pela cidade são ótimos para sentar e ver o por-do-sol e tem uma visão diferente de Ouro Preto. Tem um na frente do Hotel do Rosário, três próximos a Praça Tiradentes e um sentido Mariana. Ah, e bem próximo da Praça Tiradentes tem a Feirinha de Pedra Sabão onde reúne vários artesãos e diversas esculturas em pedra sabão. É quase impossível você passar por ela e não levar, pelo menos, um chaveiro com a letra do seu nome.

Foto: @atena.fotografia

Foto: @atena.fotografia

Foto: @atena.fotografia

Casa dos Contos | Foto: @atena.fotografia
Ainda no roteiro de locais gratuitos para conhecer em Ouro Preto, eu recomento os antiquários sendo um deles o Casa Câmara (fica no Rosário) que tem coisas incríveis. Se você for nele, pode fazer uma parada na Faop - Fundação de Arte de Ouro Preto e conferir a exposição disponível. Já na Praça Tiradentes, também tem a Fiemg aonde você pode pegar informações turísticas e, de vez em quando, tem exposição em um dos ambientes do prédio.

Independente da sua religião, você tem que conhecer as igrejas. Elas são lindas por dentro e cada uma retrata um ponto da história. Ao todo são 12 e estão abertas de terça a domingo.  A maioria estão no centro, então não precisa de carro para visitá-las,  indo a pé você conhece a cidade, vê as lojas que estão no caminho de cada uma e turista mais.

Foto: @atena.fotografia

Foto: @atena.fotografia


Foto: @atena.fotografia
E fechando o roteiro de visitas, recomendo conhecer o Museu da Inconfidência que foi inaugurado em 1944 e abrigava a Casa de Câmara e Cadeia, de Ouro Preto. Ele e reúne documentos importantes da época, como os Autos da Devassa da Inconfidência Mineira, retratos do império, mobília e itens portugueses da época. A entrada custa R$10 (inteira).

Para quem não é claustrofóbico, um local para se conhecer são as Minas. Das que visitei a que gostei muito foi a Mina do Chico Rei. Antes de entrar você  precisa colocar um capacete e a #dicadaGabe vá de tênis e de roupa de caminhada, porque as chances de você se sujar encostando nas paredes, é muito grande. A visita custa R$25.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal
E ai, o que acharam do roteiro para Ouro Preto. O único lugar que tem o valor um pouco mais alto é a Mina, o restante você paga, no máximo, R$10 pra visitar as igrejas. Eu sou suspeita pra falar, mas acho a cidade linda (mesmo nos dias frios com neblina) e vale muito a pena conhecer.

Quer saber de algo específico ou outras dicas? Deixa aqui nos comentários.

beijos, beijos

Como se tornar um MEI e benefícios da formalização

Em agosto de 2016, quando aceitei o desafio de gerenciar o programa Empreender (na época estava sendo instalado na Associação Comercial), aprendi uma nova função, passei a entender mais sobre empresas e empresários, e conheci novas formas de trabalho, sendo uma delas o MEI.

Para quem nunca ouviu essa palavra, o MEI - Micro Empreendedor Individual é um tipo de formalização, criado no Brasil a partir da Lei Complementar nº128 de 19/12/2008, para dar amparo legal e segurança jurídica para as pessoa que trabalham por conta própria.

Ser MEI significa ter um CNPJ e poder emitir nota fiscal. E foi o que eu me tornei em fevereiro de 2017, uma Micro Empreendedora Individual. Como o programa Empreende tinha um investimento externo (o dinheiro vinha da Confederação e do Sebrae), eu não podia ser funcionária da Associação Comercial e, sim, prestadora de serviço.



Mas afinal, como eu me torno um MEI? 


Antes de tirar o o CNPJ, você deve avaliar se é necessário para a sua função e, caso a resposta seja positiva, existem duas maneiras de ser MEI. A primeira é através do Portal do Empreender, site que reúne todas as informações sobre o Micro Empreendedor Individual como dúvidas (pra quem já é e pra quem não é), imprimir a DAS, fazer a declaração de faturamento anual, o que o MEI pode fazer e o que não pode, entre outros.

Pelo site, na opção de Não Sou, você clica em Formaliza-se e já vai aparecer todas as instruções, os documentos que precisa e o passo a passo. E a segunda alternativa é procurar a Sala do Empreendedor da prefeitura da sua cidade, levar os documentos necessários e pronto, o MEI está aberto.

E as obrigações, quais são?


Quando você se torna pessoa jurídica passa a ter obrigações de empresa e no caso do MEI uma delas diferente das outras, que é o pagamento do imposto. Como o MEI foi criado para regularizar e criar novas oportunidades para profissionais autônomos o valor que se paga todos os meses é baixo, sendo R$50,90 (comércio e indústria - ICMS), R$54,90 (serviço - ISS) e R$55,90 (comércio e serviço - ICMS e ISS).

Além da DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que são os valores acima, também é preciso:

  • Emitir relatório mensal das receitas, para simplificar o controle fiscal; 
  • Caso tenha funcionário, manter os dados dele atualizados; 
  • Tirar o Imposto de Renda;
  • Fazer a declaração anual

Ah, mas tem benefícios neh?


Claro que tem e como MEI você tem direito a aposentadoria, auxílio doença, auxílio maternidade, facilidade na abertura de contas e obtenção de créditos, emissão de notas fiscais e redução no número de impostos a pagar.

Ser MEI te possibilita trabalhar com mais de uma empresa ou serviço ao mesmo tempo e deixa o seu trabalho mais profissional. Pra mim, uma das vantagens é poder trabalhar de onde quiser, já que você só precisa de um computador e telefone.

Eu tenho o meu CNPJ desde 2017 e mesmo com o termino do programa Empreender, de forma "patrocinada", em janeiro de 2018, eu continue com a empresa aberta porque ela me possibilita pleitear projetos com recurso financeiro para a Associação e, também, trabalhar com outras atividades nas minhas horas vagas. Sim, você pode ser contratado CLT em uma empresa e ter o MEI aberto.

Pra quem quiser saber mais, entra no Portal do Empreendedor que o site é bem completo e vai te auxiliar em todo processo. Mas, se você prefere falar com uma pessoa, o Sebrae ou um contador são ótimas fontes para esclarecer dúvidas e te dar todo o suporte.

Profissão: Coordenadora de Projetos | Como que é o meu trabalho na Associação Comercial

Desde abril eu venho dando uma atenção maior a minha carreira, ao que quero para o futuro, as pessoas que quero atingir, aonde quero chegar e o que quero conquistar. Há um mês o meu foco se voltou para a área profissional e eu tenho me permitido buscar novos caminhos, testar novas coisas, tirar projetos do papel e me motivando (cada vez mais) com as atividades da Associação.

E o post de hoje é, justamente, sobre essas atividades que eu falo tanto para as minhas amigas e colegas e que sempre me perguntam "mas Gabi, afinal, o que é que você faz?".


Há um mês atrás quando alguém entrava na minha bio do instagram encontrava a seguinte descrição "Jornalista, blogueira e coordenadora de projetos na ACEOP". Hoje, está apenas "Jornalista e blogueira" por questões de uma mentoria de dívidas que estou fazendo e que, no momento, não vem ao caso. Mas hoje, a denominação lá de cima não segue a mesma ordem e sim a de "Coordenadora de projetos da ACEOP, blogueira e jornalista". Sim, o meu atual cargo é como eu mais me identifico.

Mas voltando ao que faço. Durante 18 meses fui "consultora" do Programa Empreender, projeto criado e desenvolvido pela CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) e pela Federaminas (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais).

Durante esse tempo, o meu papel foi (e continua)de criar núcleo setoriais, que nada mais é do que agrupar as empresas locais por setores (lojistas, restaurantes, hotéis, oficinas mecânicas, etc), e fazer com essas empresas se reúnam para, em conjunto, levantar melhorias para o setor (e que automaticamente impacta de forma individual em cada empresa).

Levantamento de demandas, forma como conduzir as reuniões, como sensibilizar as empresas, como desenvolver um plano de ação e muitas outras coisas, eu aprendi a partir da metodologia do programa (fiquei uma semana em treinamento). Colocar em prática é fácil? Sim. Ter adesão de, no mínimo, 10 empresários em cada núcleo é fácil? Nem um pouco.

E é nesse "nem um pouco" que utilizo outras formas de cativar o empresário (que é o cliente da Associação Comercial) para que ele perceba a importância em participar de um grupo aonde estarão os seus concorrentes, mas que durante as reuniões todos os presentes estão com um único propósito, se desenvolver, buscar melhorias para o setor, conhecer potenciais parceiros e aprender com outro.

Reunião com os artesãos de Cachoeira do Campo (distrito de Ouro Preto) para explicar o que o programa Empreender, os benefícios e algumas ações que podem ser realizadas


Como que é a metodologia e como aplica-lá

O Empreender é um programa que trabalha com os empresários a partir de núcleos setoriais. As primeiras reuniões são de levantamento de problemas. É aplicado com os participantes o Metaplan, que consiste em fazer:

1º Tempestade de ideias: a partir de perguntas como por exemplo, "quais são as dificuldades do meu negócio?";

2º Agrupamento dos problemas em comum;

3º Escolha de um problema;

4º Planejamento de como aquele problema será resolvido, a partir das perguntas: O que?, Porque?, Como?, Quem?, Quanto?, Quando?

A partir dessa metodologia as ações vão sendo levantadas. E a pauta de cada reunião é criada pela consultora (nesse caso eu) ou pelos próprios nucleados (empresários participantes). As reuniões são momentos aonde os empresários podem compartilhar experiência, levantar ações para serem realizadas em conjuntos (capacitações, missões, palestras), entre outros.

Como captar recursos para projetos

Um dos meus papéis na Associação é buscar projetos que tenham contrapartida financeira, para ser usado em ações com os empresários. Por exemplo, em outubro de 2018 participamos como expositor da feira SuperMinas Food Show.

Como a Associação não tem verba para custear todos os gastos e para que a contribuição do empresário não fosse grande, eu escrevi um projeto onde listei o objetivo, descrição da ação, como que a ação iria agregar aos empresários, cronograma de atividades e quanto a missão empresarial ia custar (parte mais importante do projeto).

Projeto feito, entrei em contato com a CACB  para saber quais pacotes do AL-Invest apoiam a participação de empresários em feira nacional. Informações passadas, adequações do projeto feitas e assinado o contrato, dei início a execução (seguindo o cronograma).

No caso dos pacotes do AL-Invest eles são voltados para Associações Comerciais, que têm o programa Empreender. E do total da ação o AL-Invest custeia 50% e o restante é a Associação. Ah, vale destacar que ele é um programa internacional que trabalha com alguns países da América Latina e da Europa.

Inscrever projetos é uma forma de realizar palestras, filmes, documentários e atividades em geral. Um site que indico pra saber quais empresas e projetos estão com inscrições abertas, é o Prosas.

O que faço como coordenadora de projetos

Como coordenadora de projetos sou responsável pela agenda de atividades da Associação Comercial, defino quais cursos vão ser realizados via Sebrae, quais vão ser de outros parceiros, quais ações precisam de captação de recurso externo, etc.

Também sou responsável por algumas questões da diretoria e dou suporte para a equipe de comunicação.

Sim, faço e sou responsável por muita coisa, mas eu amo. É um mundo totalmente diferente do Jornalismo, mas que ao mesmo tempo me mantem em contato com outro tipo de comunicação.

Espero ter conseguido explicar o que é o meu atual trabalho e como que eu desenvolvo ele. Ficou com alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários que vou adorar responder.

beijos, beijos