"Oi, é a Gabi, acabei de ver a mensagem e já estou indo buscar ele. Você acha que vai ter que levar na Santa Casa?"
"Sim, acho que vai"
Na Santa Casa de Mogi o atendimento foi rápido. O médico do plantão tentou fazer redução (de forma simples é colocar os dois ossos no lugar) e colocou uma tala para imobilizar. Nessa hora eu não me aguentei e chorei. O Roberto que estava segurando o Joaquim enquanto ele gritava e chorava. E mal eu sabia que esse seria o meu primeiro choro vendo o Joaquim chorar.
Chegamos em casa quase meia-noite e a primeira coisa que fiz foi agradecer a Deus por estar em casa e pelo Joaquim já estar sem dor. Os primeiros dias com o gesso ele teve febre, reclamou um pouco de dor, mas no quarto dia o gesso já tinha incorporado na rotina e ele voltou a ser criança. Correr, pular e brincar. A frase que mais tenho dito é "Joaquim, cuidado com o braço".
Até que chegou o dia do retorno pra ver como o braço estava e recebemos a notícia que não queríamos receber, "um dos ossos não ficou no lugar e ele vai precisar fazer a cirurgia". Sim, já sabíamos dessa possibilidade desde o dia que ele quebrou, mas o médico queria tentar primeiro a redução, para, quem sabe, evitar que ele passasse pela cirurgia. Mas, infelizmente, não deu certo.
Mais um dia acordando às 4h20 da manhã (era o segundo seguido) e dessa vez só iríamos voltar pra casa depois da operação (esse era o objetivo). Fizemos todos o procedimento de internação e a parte mais dolorosa foi o momento de colocar o acesso no Joaquim pra colher sangue, e ele já ficar com ele por conta da cirurgia. Além do Roberto e de mim para segura-lo, também precisou de duas enfermeiras para fazer o procedimento. Teve muito, mas muito choro. E tiveram muitos gritos. Acesso colocado, quarto liberado, subimos e o Roberto foi embora, só podia ficar um acompanhante e ele precisava trabalhar.
Até que chegou o período da noite e eu comecei a sentir que algo não estava certo e quando a enfermeira me disse que a dieta do Joaquim ainda estava liberada após a meia-noite, na hora soube que ele não iria operar no sábado.
Sábado pela manhã as enfermeiras não sabiam de nada sobre a cirurgia e nenhum médico ainda tinha passado para ver o Joaquim, até que, por volta das 10h apareceu um que não sabia do caso do Joaquim, mas que foi atencioso com a gente e foi descobrir o que aconteceu e quando seria a cirurgia. Quando ele voltou as notícias não eram boas e naquele fim de semana o Joaquim não seria operado, porque o quadro de cirurgia estava cheio e não tinha vaga pra ele, apenas para terça-feira. O meu coração despedaçou com essa notícia.
Segunda-feira tivemos que fazer os mesmos procedimentos, com a diferença de que o acesso na mão do Joaquim só foi colocado durante a cirurgia. Fizemos esse pedido para as enfermeiras e para o médico cirurgião. E na terça-feira, próximo das 11 horas eu saía do centro cirurgico deixando o Joaquim nas mãos de Deus e dos médicos, para que ele fosse operado.
"Oi, é a Gabi, acabei de ver a mensagem e já estou indo buscar ele. Você acha que vai ter que levar na Santa Casa?"
"Sim, acho que vai"
Na Santa Casa de Mogi o atendimento foi rápido. O médico do plantão tentou fazer redução (de forma simples é colocar os dois ossos no lugar) e colocou uma tala para imobilizar. Nessa hora eu não me aguentei e chorei. O Roberto que estava segurando o Joaquim enquanto ele gritava e chorava. E mal eu sabia que esse seria o meu primeiro choro vendo o Joaquim chorar.
Chegamos em casa quase meia-noite e a primeira coisa que fiz foi agradecer a Deus por estar em casa e pelo Joaquim já estar sem dor. Os primeiros dias com o gesso ele teve febre, reclamou um pouco de dor, mas no quarto dia o gesso já tinha incorporado na rotina e ele voltou a ser criança. Correr, pular e brincar. A frase que mais tenho dito é "Joaquim, cuidado com o braço".
Até que chegou o dia do retorno pra ver como o braço estava e recebemos a notícia que não queríamos receber, "um dos ossos não ficou no lugar e ele vai precisar fazer a cirurgia". Sim, já sabíamos dessa possibilidade desde o dia que ele quebrou, mas o médico queria tentar primeiro a redução, para, quem sabe, evitar que ele passasse pela cirurgia. Mas, infelizmente, não deu certo.
Mais um dia acordando às 4h20 da manhã (era o segundo seguido) e dessa vez só iríamos voltar pra casa depois da operação (esse era o objetivo). Fizemos todos o procedimento de internação e a parte mais dolorosa foi o momento de colocar o acesso no Joaquim pra colher sangue, e ele já ficar com ele por conta da cirurgia. Além do Roberto e de mim para segura-lo, também precisou de duas enfermeiras para fazer o procedimento. Teve muito, mas muito choro. E tiveram muitos gritos. Acesso colocado, quarto liberado, subimos e o Roberto foi embora, só podia ficar um acompanhante e ele precisava trabalhar.
Até que chegou o período da noite e eu comecei a sentir que algo não estava certo e quando a enfermeira me disse que a dieta do Joaquim ainda estava liberada após a meia-noite, na hora soube que ele não iria operar no sábado.
Sábado pela manhã as enfermeiras não sabiam de nada sobre a cirurgia e nenhum médico ainda tinha passado para ver o Joaquim, até que, por volta das 10h apareceu um que não sabia do caso do Joaquim, mas que foi atencioso com a gente e foi descobrir o que aconteceu e quando seria a cirurgia. Quando ele voltou as notícias não eram boas e naquele fim de semana o Joaquim não seria operado, porque o quadro de cirurgia estava cheio e não tinha vaga pra ele, apenas para terça-feira. O meu coração despedaçou com essa notícia.
Segunda-feira tivemos que fazer os mesmos procedimentos, com a diferença de que o acesso na mão do Joaquim só foi colocado durante a cirurgia. Fizemos esse pedido para as enfermeiras e para o médico cirurgião. E na terça-feira, próximo das 11 horas eu saía do centro cirurgico deixando o Joaquim nas mãos de Deus e dos médicos, para que ele fosse operado.


























