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Como que anda a sua satisfação com o trabalho? Como que anda a sua satisfação com o trabalho, durante a quarentena? Uma coisa é fato, desde março de 2020 as relações empresa x empregador e a forma como as atividades são desenvolvidas, mudaram e vão continuar mudando. 

Eu sei que algumas profissões não sofreram (tantas) alterações, como a área da saúde, mas as demais... ou você se adapta ou você se adapta. Trabalhei em home office por quase três meses e amei. Eu gosto de trabalhar em equipe, gosto de ver pessoas, senti falta de compartilhar no dia (cara a cara) informações, mas poder adaptar o meu horário as atividades que tenho que fazer, cuidar da minha casa e, nesse mês, passar mais tempo com o Roberto porque ele está de férias, pra mim, foi ótimo. 

Mas, o post de hoje não é como me senti trabalhando em casa e, sim, para levantar uma discussão sobre como que as empresas estão liderando e mantendo os seus funcionários motivados, durante a quarentena. Como fazer mais que o combinado, já que não tem ninguém "olhando" o que estou fazendo? Como me motivar e motivar os meus colegas à distância?

Sim, se você tem colegas de trabalho, acredito que deve estar passando por isso, porque eu estou. Além de ter que lidar com a curva de emoções por não poder sair para passear, por não poder ir ver as minhas amigas, por não poder ir para SP ir ver a minha mãe, ainda tenho que lidar com as emoções relacionadas ao trabalho. 


[Ilustração retirada do site Freepik]

Algumas semanas atrás, conversando com uma jornalista que acompanho no instagram, sobre trabalho e adaptação disse para ela que, ao meu ver a quarentena mostrou dois tipos de profissionais. A geração Z, que é elétrica, quer dominar o mundo e acha que sabe de tudo, que acabou encontrando nessa quarentena a dificuldade em ser pró-ativo e de pensar em novas formas de desempenhar a sua função à distância.

E em compensação, observei que pessoas mais velhas (a partir dos 40, 50) ou que têm anos na empresa, estão com dificuldade de se adaptar ao trabalho em home office ou algo diferente, que vá afetar a rotina (padrão) de trabalho.

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Claro que, essa é uma situação que ninguém esperava e pediu de cada um de nós muita resiliência e um ajuste, nas atividades, do dia para a noite.  Não sei as respostas para os questionamentos levantados no texto, não sei se tem respostas para elas (espero que sim) e estou na busca em descobrir como me manter motivada durante essa quarentena e motivar os meus colegas. 

Depois eu vou volto para compartilhar como que está sendo essa busca. 
Desde abril eu venho dando uma atenção maior a minha carreira, ao que quero para o futuro, as pessoas que quero atingir, aonde quero chegar e o que quero conquistar. Há um mês o meu foco se voltou para a área profissional e eu tenho me permitido buscar novos caminhos, testar novas coisas, tirar projetos do papel e me motivando (cada vez mais) com as atividades da Associação.

E o post de hoje é, justamente, sobre essas atividades que eu falo tanto para as minhas amigas e colegas e que sempre me perguntam "mas Gabi, afinal, o que é que você faz?".


Há um mês atrás quando alguém entrava na minha bio do instagram encontrava a seguinte descrição "Jornalista, blogueira e coordenadora de projetos na ACEOP". Hoje, está apenas "Jornalista e blogueira" por questões de uma mentoria de dívidas que estou fazendo e que, no momento, não vem ao caso. Mas hoje, a denominação lá de cima não segue a mesma ordem e sim a de "Coordenadora de projetos da ACEOP, blogueira e jornalista". Sim, o meu atual cargo é como eu mais me identifico.

Mas voltando ao que faço. Durante 18 meses fui "consultora" do Programa Empreender, projeto criado e desenvolvido pela CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) e pela Federaminas (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais).

Durante esse tempo, o meu papel foi (e continua)de criar núcleo setoriais, que nada mais é do que agrupar as empresas locais por setores (lojistas, restaurantes, hotéis, oficinas mecânicas, etc), e fazer com essas empresas se reúnam para, em conjunto, levantar melhorias para o setor (e que automaticamente impacta de forma individual em cada empresa).

Levantamento de demandas, forma como conduzir as reuniões, como sensibilizar as empresas, como desenvolver um plano de ação e muitas outras coisas, eu aprendi a partir da metodologia do programa (fiquei uma semana em treinamento). Colocar em prática é fácil? Sim. Ter adesão de, no mínimo, 10 empresários em cada núcleo é fácil? Nem um pouco.

E é nesse "nem um pouco" que utilizo outras formas de cativar o empresário (que é o cliente da Associação Comercial) para que ele perceba a importância em participar de um grupo aonde estarão os seus concorrentes, mas que durante as reuniões todos os presentes estão com um único propósito, se desenvolver, buscar melhorias para o setor, conhecer potenciais parceiros e aprender com outro.

Reunião com os artesãos de Cachoeira do Campo (distrito de Ouro Preto) para explicar o que o programa Empreender, os benefícios e algumas ações que podem ser realizadas


Como que é a metodologia e como aplica-lá

O Empreender é um programa que trabalha com os empresários a partir de núcleos setoriais. As primeiras reuniões são de levantamento de problemas. É aplicado com os participantes o Metaplan, que consiste em fazer:

1º Tempestade de ideias: a partir de perguntas como por exemplo, "quais são as dificuldades do meu negócio?";

2º Agrupamento dos problemas em comum;

3º Escolha de um problema;

4º Planejamento de como aquele problema será resolvido, a partir das perguntas: O que?, Porque?, Como?, Quem?, Quanto?, Quando?

A partir dessa metodologia as ações vão sendo levantadas. E a pauta de cada reunião é criada pela consultora (nesse caso eu) ou pelos próprios nucleados (empresários participantes). As reuniões são momentos aonde os empresários podem compartilhar experiência, levantar ações para serem realizadas em conjuntos (capacitações, missões, palestras), entre outros.

Como captar recursos para projetos

Um dos meus papéis na Associação é buscar projetos que tenham contrapartida financeira, para ser usado em ações com os empresários. Por exemplo, em outubro de 2018 participamos como expositor da feira SuperMinas Food Show.

Como a Associação não tem verba para custear todos os gastos e para que a contribuição do empresário não fosse grande, eu escrevi um projeto onde listei o objetivo, descrição da ação, como que a ação iria agregar aos empresários, cronograma de atividades e quanto a missão empresarial ia custar (parte mais importante do projeto).

Projeto feito, entrei em contato com a CACB  para saber quais pacotes do AL-Invest apoiam a participação de empresários em feira nacional. Informações passadas, adequações do projeto feitas e assinado o contrato, dei início a execução (seguindo o cronograma).

No caso dos pacotes do AL-Invest eles são voltados para Associações Comerciais, que têm o programa Empreender. E do total da ação o AL-Invest custeia 50% e o restante é a Associação. Ah, vale destacar que ele é um programa internacional que trabalha com alguns países da América Latina e da Europa.

Inscrever projetos é uma forma de realizar palestras, filmes, documentários e atividades em geral. Um site que indico pra saber quais empresas e projetos estão com inscrições abertas, é o Prosas.

O que faço como coordenadora de projetos

Como coordenadora de projetos sou responsável pela agenda de atividades da Associação Comercial, defino quais cursos vão ser realizados via Sebrae, quais vão ser de outros parceiros, quais ações precisam de captação de recurso externo, etc.

Também sou responsável por algumas questões da diretoria e dou suporte para a equipe de comunicação.

Sim, faço e sou responsável por muita coisa, mas eu amo. É um mundo totalmente diferente do Jornalismo, mas que ao mesmo tempo me mantem em contato com outro tipo de comunicação.

Espero ter conseguido explicar o que é o meu atual trabalho e como que eu desenvolvo ele. Ficou com alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários que vou adorar responder.

beijos, beijos