O que podemos aprender com os filmes do Oscar 2019


No próximo domingo, dia 24, acontece a 91º cerimônia do Oscar onde iremos conhecer os ganhadores das 24 categorias. O evento desse ano vem com algumas mudanças, sendo uma delas a de que não haverá um apresentador anfitrião e, sim, uma série de apresentadores que vão ser divididos entre as categorias.

Mas como o post de hoje não é sobre as mudanças do Oscar 2019 e sim o que podemos aprender com os filmes indicados. Esse ano foram indicados mais de 40 filmes que concorrem nas categorias de "Melhor filme", "Melhor ator", "Melhor atriz", "Melhor documentário", "Melhor curta-metragem", "Melhor animação", entre outros.


Todos os anos eu fico contando os dias para o lançamento dos filmes indicados e faço maratona pra conseguir assistir o maior número de produções, até o dia da cerimônia. Esse ano eu fiz diferente e foquei apenas nos indicados a "Melhor Filme" e listei alguns aprendizados que podemos tirar de cada um deles.

{as imagens foram retiradas do google}
#1: Roma (Diretor: Alfonso Cuarón)

União entre mulheres, principalmente nos momentos difíceis; ser grato e alegre todos os dias com o trabalho, com a comida, com a ida ao cinema e com as pequenas coisas. 

#2: Nasce um Estrela (Diretor: Bradley Cooper)
               
Não desistir dos nossos sonhos e das metas que traçamos; se arriscar e, mesmo com medo, tentar o novo. 

#3: Vice (Diretor: Adam McKay)

Quando temos um objetivo claro, temos que planejar todos os seus passos, quem irá nos ajudar nesse percurso e quais estratégias serão usadas; o filme Vice também mostra o poder da persuasão e o seu resultado quando usada positivamente ou negativamente. 

#4: Infiltrado na Klan (Diretor: Spike Lee)

Nos mostra a importância de lutar por aquilo que acreditamos, que os nossos valores vêm em primeiro lugar e que se você quer ver a mudança em algo, tem que arregaçar as mangas e se unir as pessoas que pensam que nem você e que lutam pela mesma causa. 

{as imagens foram retiradas da internet}

#5: A Favorita (Diretor: Yorgos Lanthimos)

A Favorita mostra como a pro-atividade trás benefícios (imediatos ou não) e no caso do filme, a atriz coadjuvante (Emma Stone) pega um conhecimento que só ela tem e aplica ele para o bem da rainha; o famoso observar as pessoas ao redor, os comportamentos, a forma de se portar e de se relacionar com outros é muito importante para que você entenda o ambiente; e que quando conseguimos algo que almejamos ou atingimos o topo de forma não tão bacana, uma hora ou outra a consequência chega. 

#6: Bohemian Rhapsody (Diretor: Bryan Singer)

Iniciativa e ser cara de pau, muitas vezes é o que falta para que a gente comece concretizar os nossos planos; e ligado a isso tem a importância do trabalho em equipe para que a gente chegue mais longo e não mais rápido nosso destino; Ter ousadia de propor novas coisas diferencia o nosso trabalho e de como as pessoas vão lembrar de nós. 

 #7: Pantera Negra (Diretor: Ryan Coogler)

No filme do Pantera Negra também destaco o trabalho em equipe, principalmente quando precisamos desenvolver um projeto grande; Não desistir daquilo que desejamos e usar a tecnologia para melhorar e ajudar o próximo (como que eu posso atingir mais pessoas com as redes sociais?; como posso passar os meus conhecimentos para o outro?)

#8: Green Book – O Guia (Diretor: Peter Farrelly)

Como que podemos aprender novas coisas com algo ou alguém que, em um primeiro momento, não gostamos ou “não vamos com a cara”; o filme também te ensina mais sobre o preconceito com os negros e, através do personagem principal, como que ele lida, internamente, com esse preconceito; Green Book também nos mostra o quanto é ridículo o preconceito. 

Entre os filmes indicados assisti alguns das outras categorias e vou comenta-los no domingo, durante a transmissão da cerimônia. Então, já me segue no instagram (@gabiipsousa) pra gente bater um papo sobre o Oscar 2019. 

Alguém já assistiu algum desses filmes? O que acharam? 

beijos, beijos

Jornalista ou Consultora?

Quando entrei no ensino médio e comecei a pensar em qual curso faria na universidade, escolhi o jornalismo pelas infinitas possibilidades que ele dá. Nesse período decidi que iria entrar em uma universidade pública e que iria estudar em outro país. Alguns anos se passaram, conclui o ensino médio, finalizei o curso técnico, fiz cursinho, prestei três vezes o Enem e alguns vestibulares particulares, até que em 2012 entrei na Universidade Federal de Ouro Preto e em 2015 fui morar por seis meses na Colômbia.

Nos quatro anos de curso fiz estágio na rádio da universidade, trabalhei com assessoria de imprensa, cobri um evento de comunicação, fiz diversos trabalhos de graça e ao final desse período trabalhei com comunicação empresarial e acabei saindo do jornalismo para gerenciar um projeto de empreendedorismo e coordenar demais projetos.

Quando decidi, em 2015, que iria ficar em Ouro Preto tanto a minha família quanto amigos não entendiam (acho que até hoje) o que realmente eu iria fazer. Confesso que no início nem eu sabia quais seriam as minhas novas funções e só tinha uma coisa em mente, não deixar o jornalismo de lado.



Mas isso não é uma tarefa fácil, ainda mais quando as pessoas ao seu redor te desafiam em novos campos e o seu contato com o público externo passa a ser mais, com uma visão, de estratégia e planejamento do que com o olhar de jornalista.

E antes que você pergunte: "Mas Gabi, o que você realmente faz?". Hoje, o meu papel é de planejar eventos, palestras, workshops e de captar recurso através de projetos. Ao mesmo tempo eu acompanho dois grupos setorizados de empresários (contadores e mulheres empreendedoras), dou suporte pra minha gestora com as demandas da diretoria, elaboro os treinamentos da equipe e, quando necessário, dou uma assistência pra equipe de comunicação.

E, em alguns momentos, essa mudança da "Gabriella jornalista" para a "Gabriella coordenadora de projetos" não tem decido tão ruim, pelo contrário tem me desafiado a repensar posicionamentos, a forma de falar, a forma de me expressar e a forma de ver os acontecimentos.

Não vou dizer que é uma transição de carreira, porque meus olhos sempre vão brilhar com o jornalismo, e sempre quando posso desenvolvo algum trabalho nessa área (o blogue é uma dessas atividades), mas é um caminho novo que ando percorrendo e que me permite testar novas rotas.