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Em 2026, completa 2 anos que estou 100% empreendendo com a minha empresa de comunicação, oferecendo serviço de Social Media. O primeiro ano foi de empolgação, já esse segundo tem sido um pouco "duro"financeiramente e com isso eu acabei me candidatando para uma vaga de estágio. O salário é de um estagiário, a carga horário é menor, mas a vaga é presencial e sem a possibilidade ser semi-presencial. Eu gostei da vaga, gostei da proposta das atividades que engloba o cargo (marketing + comercial), mas eu recusei por conta do meu filho.

Antes de ser mãe eu já sabia que o mercado corporativo não é tão amigável com as mães, e quando me tornei mãe comecei a sentir isso na pele. Nos primeiros 2 anos do Joaquim trabalhei home office com poucos momentos presenciais. E uma das minhas dores (na época que estava no CLT), era não ter a flexibilidade de no meio tarde parar o trabalho e ir em uma reunião escolar ou dar a atenção para o meu filho, porque ele ficou em casa porque estava doente.

E hoje, no dia que escrevo esse texto, ainda não respondi a pessoa que fez a entrevista comigo para o estágio sinalizando que, infelizmente, vou ter que recusar a vaga. Confesso que internamente ainda estou processando se realmente foi recusar, mas, lá no fundo, sinto que essa é a melhor decisão que eu posso tomar nesse momento.


Hoje, o Joaquim vai pra creche no período da tarde, consigo solicitar a mudança para o período integral, mas e quando ele ficar doente? Quem vai ficar com ele em casa? Os meus sogros não podem ficar ele, o Roberto não vai conseguir ficar com ele por conta do horário dele de trabalho e não tem como a minha mãe vir pra Guararema pra ficar com ele. E a culpa já começou a bater.

Decisão difícil para um momento atual da vida, que eu sei que um lado perde, mas outro ganha. E nesse caso, o meu lado financeiro (fixo) perde, mas a atenção, dedicação e carinho com o meu filho ganha.

Outro ponto que me fez declinar da vaga e que sempre vem na minha cabeça é: Nos primeiros meses que o Joaquim nasceu eu pedi tanto a Deus para rotina flexível para que eu pudesse viver e acompanhar de perto a infância dele, e porque agora eu estou atrás de um trabalho que vai tirar isso? Depois de 2 anos estou tendo a rotina que tanto pedi e, em alguns momentos, não estou sendo grata o suficiente por ela.

Também sei que não tem nada de ruim voltar atrás e mudar de opinião, mas hoje, o meu coração, diz que em um futuro próximo eu não estaria 100% confortável com a decisão que tomei hoje.
Até os 2 anos e 11 meses do Joaquim morávamos em Ouro Preto (MG) e a única forma (baixo custo) para visitar a família, era viajando de ônibus. Para mim, fazer viagens de ônibus com um bebê nunca foi um problema, até porque eu tenho lembranças da minha mãe viajando comigo e com a minha irmã (duas crianças) de ônibus, para o interior de Minas.

É fácil viajar com um bebê? Mais ou menos. Vai ter perrengue? Com certeza. É impossível? Claro que não.

A primeira viagem que fiz com o Joaquim ele tinha sete meses e o Roberto também foi para São Paulo com a gente. As viagens seguintes (e a grande maioria delas) foram feitas só eu e o Joaquim, e a cada viagem ia adaptando ou ajustando algo que não tinha dado certo na anterior.

Abaixo, compartilho 6 dicas que utilizo para que seja uma viagem tranquila, de descanso no trajeto e divertida para um bebê. Lembrando que as dicas são para viagem de ônibus.


Como viajar de ônibus com um bebê


Dica 1: NÃO ESQUEÇA DA PASSAGEM DO BEBÊ

Até os 5 anos e 11 meses as crianças não pagam passagem, mas se você for viajar para outro estado precisa retirar a passagem gratuita dela. Mesmo a criança indo no colo ela entra na contagem de passageiros. Além da passagem, também precisa apresentar a certidão de nascimento da criança (ando com uma autenticada na carteira). Ah, e sobre a passagem, você retira no dia no guichê.

Dica 2: PREFIRA VIAJAR DE NOITE

Eu sempre gostei de viajar de ônibus de noite e quando comecei a viajar com o Joaquim de ônibus, não foi diferente. Nem sempre o horário da viagem era no mesmo horário do sono noturno, mas antes de dar o horário de ir para a plataforma eu inicio a rotina noturna: vou no fraldário, troco a fralda e coloco o pijama. Esse pequeno ritual já mandava os comandos para ele de que estava chegando a hora de dormir.

Até um ano e quatro meses eu amamentava no peito, e assim que o ônibus começava a andar eu dava o peito e ele já caia no sono. Durante a viagem tinha poucos despertares ou até nenhum. Quando ele começou a tomar mamadeira para dormir, eu montava ela dentro do ônibus, dava para ele e depois de um tempo ele já dormia.

Conforme o Joaquim ia crescendo, as viagens de ônibus passaram a ser uma diversão pra ele, principalmente os botões de luz e ver as pessoas pelo vidro. Isso é um baita estimulo (algumas pessoas também interagiam com ele) e às vezes ele demorava um pouco mais para dormir, mas eu nunca dei tela dentro do ônibus pra ele ficar quieto. A minha "tática" é deixar a cortina da janela aberta (sempre viajamos na janela) e ir observando a paisagem, contando os carros, até ele dormir.


Dica 3: LEVE UM OBJETO DE APEGO DO BEBÊ

Quando o Joaquim fez 4 meses eu comecei a estudar sobre sono da criança e conforme ia fazendo as atividades pra ele ter a autonomia do sono, ele acabou transformando a coberta (hoje são três) em um objeto de apego. Ele utiliza ela todas as noites para dormir. Nas viagens ou até quando durmo na casa minha mãe, as cobertas vão comigo porque deixam ele calmo, é um acalento e ele dorme com elas. 

Dica 4: LEVE UM SLING 

Eu usei o sling com o Joaquim até um ano e cinco meses e todas as viagens de ônibus que fiz com ele até essa idade, levava o sling pra amarrar ele ao meu corpo já que com o cinto iria aperta-lo. Como o sling é grande, é um pano confortável (e quentinho), eu consegui deixar amarado de uma forma segura e confortável pra ele. 

[um dos slings que tive foi um cinza, ele custa menos de R$60 você pode comprar na Amazon, clicando aqui]


Dica 5: TAMBÉM LEVE NA VIAGEM UM CANGURU

A partir de um ano de idade do Joaquim, não conseguia mais usar o sling nos passeios, dando preferência para o canguru. Até hoje esse é um item indispensável na mala de viagem e nos passeios para conseguir andar com ele na rua e também pra ele fazer as sonecas.

[esse canguru da foto uso com o Joaquim desde os cinco meses (atualmente ele tem quatro anos) e foi uma das melhores compras que fiz. Comprei no Mercado Livre, nesse link.]


Dica 6: VIAJE DE LEITO CAMA

Deixei essa dica por último, porque ela é uma das mais importantes pra você levar em consideração quando estiver comprando a passagem. Escolha a opção leito-cama.

Como o bebê/criança não paga passagem até os cinco anos, isso significa que ela precisa viajar no colo do adulto, nesse caso no colo da mãe. Por um lado é bom, porque economiza no valor da passagem, mas por outro pode ser desconfortável fazer a viagem com uma criança no colo. 

Já que vai rolar alguns perrengues durante a viagem, você, mãe, precisa conseguir dormir durante a noite. Pra mim e para o Joaquim, o leito-cama dá para nós dois deitar e dormir. Eu fico encolhida, de lado? Fico. Mas, consigo dormir quase que de conchinha com ele (com ele maior, já coloco o cinto nele e em mim) e chego no meu destino um pouco descansada. 

O preço da passagem é mais caro, mas vale cada centavo. A minha dica extra é, fique de olho nas redes sociais da empresa que você gosta de viagem (eu só viajo de Viação Cometa) e assim que eles divulgarem um cupom de desconto, você compra as passagens.

O seu corpo e mente, vão te agradecer por essa escolha.

Depois de três anos viajando sozinha de ônibus com o Joaquim, essas são as principais dicas que eu dou pra você perder o medo de viajar com o seu bebê.
Um dos pensamentos que rondava a minha cabeça no primeiro ano de maternidade e que também é tema de conversas com amigas que são mães, é se iremos voltar a fazer as coisas que fazíamos antes de nos tornarmos mães. Hoje, com o Joaquim com 3 anos de idade vejo que não vamos voltar a fazer as coisas da forma que era, porque a nova vida inclui um bebê, inclui uma nova logística, inclui uma nova responsabilidade. Mas sim, vamos voltar a fazer as coisas que gostamos e que fazem parte da nossa vida. Pode demorar um pouco, mas voltamos sim.





Na minha pequena experiência como mãe vejo que esse “voltar” requer alguns pontos que precisam ser ajustados, para que seja prazeroso para a mãe e o bebê.


1. Querer fazer as atividades de antes


Será que tudo que eu fazia antes de ser mãe eu quero trazer para essa nova vida? Eu sempre me faço essa pergunta quando penso na Gabriella sem filho. Algumas das coisas que permaneceram foram: passear sozinha (nesse caso só com o bebê), fazer programas culturais, viajar, tirar uma soneca de tarde, ler um livro, fazer a unha em casa e estudar.


E uma que tirei 90% da rotina, foi ir em festas a noite. Nunca fui muito fã e agora com o Joaquim escolho quais vou. Vai fazer uma festa no período da tarde? Opa, estou dentro.


Mas antes que você pense que foi fácil voltar com as atividades de antes sendo mãe, não foi. Não bastou só querer, tive que criar uma rotina para o Joaquim e ajustar a minha a dele. Tive que abrir mão da perfeição e aceitar que imprevistos poderiam acontecer e eu teria que lidar com eles. Tive que ajustar o ritmo dos passeios para que o Joaquim ficasse confortável e, principalmente, fazer uma soneca durante o passeio para que ele não saísse da rotina das sonecas. Tive que aprender a lidar com os choros em público, com os olhares dos outros, com os comentários indesejados, com as trocas de fralda improvisada e com amamentar em público.






2. Estabelecer uma rotina para o Joaquim


Um dos conselhos que li durante a gestação e no início da maternidade, foi criar uma rotina para o Joaquim. E a primeira rotina que criei foi a do sono noturno, uma rotina que consistia e consiste em jantar, tomar banho, colocar o pijama e já ficar no quarto para dormir. Hoje, com o Joaquim com 3 anos tem dias que essa rotina muda um pouco ele vai dormir mais tarde, mas ele já sabe que depois do banho é hora de desacelerar.


O que também me ajudou com a construção da rotina do Joaquim foi estudar sobre sono e saber qual era a janela de sono dele (período que o bebê fica acordado até dar sinais de sono para a soneca). Aprender os sinais de quando ele está com sono e qual é o momento pra levar-lo para soneca ou sono noturno, me ajudava a definir os momentos que iria amamentar ou dar uma refeição, momentos para brincar, momentos que iria sair pra dar uma volta na pracinha ou no centro.


Quando a criança tem previsibilidade do que vai realizar no dia, ela fica mais calma, o dia flui melhor e a mãe consegue acrescentar atividades pra ela trazendo de volta a sensação de “hoje fiz algo por mim”. 


Atualmente, a rotina semanal do Joaquim consiste em:


6h00: Acordar para se arrumar pra creche
6h35: A van passa para pegá-lo
8h00 às 12h00: ele está na creche
12h35: A van deixa o Joaquim em casa


Ele sempre chega dormindo e tem dias que permanece dormindo, mas na maioria tento manter ele acordado, porque assim ele vai dormir mais cedo. Nesse caso, minhas queridas amigas mães, a TV é a minha aliadas e ela fica a tarde toda ligada. Tem momentos que ele se cansa e vai brincar sozinho, tem momentos que eu paro e vou brincar com ele, mas a TV é a minha rede de apoio semanal. 


18h30: Jantamos
19h30: Dou banho e já seguimos para a rotina noturna


Tem dias que às 19h30 ele já está dormindo de tão cansado. Tem dias que às 20h ele está dormindo. Tudo vai depender dos sinais que o corpo dele me dá, se está com muito ou pouco sono. 


Tem dias que a rotina não acontece? Com certeza. Mas voltar pra ela não é difícil porque ele já sabe como é a rotina dele. 


3. Não ter presa para que as atividades de antes voltem.


No primeiro mês do Joaquim eu pensei que não ia dar conta de trabalhar home office e cuidar de um bebê. Depois que tivemos o laudo que ele tinha cranioestenose o meu foco ficou 100% nele, na cirurgia e no desenvolvimento dele. E mesmo sabendo (e querendo) da importância de voltar a fazer as coisas que eu gostava, naquela época eu entendi que o momento pedia essa dedicação a mais pra ele e que no momento certo eu ia voltar a fazer as minhas coisas.







4. Respeitar o tempo das coisas e ir introduzindo aos poucos as atividades 


Sim, com o tempo os cuidados com o bebê ficam mais fáceis, o sono dele melhora e você, de forma natural (pelo menos pra mim), vai notando os momentos "livres" que tem na rotina e começa aos poucos introduzir algumas atividades só sua.


Eu optei por sair para lugares fechados só depois dos 4 meses do Joaquim, por conta das vacinas, mas nesse período durante a semana eu colocava ele no sling e ia dar uma volta até a praça ou até o centro. Sair com o bebê não é bom só para ele, também é para a mãe. E conforme eu ia superando os perrengues de sair com um bebê/criança ia me dando uma força pra sair com ele para outros lugares.


Essa dica anda junto com a anterior, porque ao mesmo tempo que você respeita o tempo das coisas você também aprende a não ter presa. Eu sei que em alguns momentos é difícil não se comparar, mas na maternidade é muito importante você trabalhar a não comparação, porque cada realidade é única, cada mãe é uma mãe, cada bebê é um bebê.


Eu também vejo que esse voltar a fazer as coisas de antes, seja sozinha ou com o bebê, também envolve uma etapa do parceiro entender que é importante você ter os seus momentos e você demonstrar para o bebê que aquela atividade é importante. Por exemplo, eu gosto de passeios culturais, de ir em museus, então eu vou levar o Joaquim comigo nesse locais. Eu explico pra ele aonde vamos, o que vamos fazer e chegando lá explico se pode ou não tocar nas coisas, se pode ou não ficar falando alto, e aos poucos ele vai entendendo como se "comportar" nesses locais. Spoiler: ele adora todos os passeios.

Esse voltar não acontece do dia para a noite e no meio desse processo você também vai introduzindo novas atividades, ressignificando outras e criando momentos só seu e momentos seu com o seu filho.  




A maternidade é um eterno se surpreender com o filho e com nós mesmas. E nesse mês não foi diferente.

Já tinha um tempo que eu queria mudar alguns hábitos do Joaquim, mas sempre ficava postergando. Até que situações foram acontecendo para que elas também acontecessem. 

A primeira, foi trocar a mamadeira por uma caneca. Senti que já estava na hora de troca-lá, afinal na creche ele já usa a sua caneca. E o momento que aproveitei pra fazer essa mudança foi quando ele pegou mão-pé-boca. Como ele não estava conseguindo sugar no bico da mamadeira, porque a boca já estava machucada, no mesmo dia ofereci na caneca mas com um canudo. Ele amou. No dia seguinte, ofereci o leite só na caneca e ele tomou, e desde então não tenho mais oferecido a mamadeira. Ela continua guardada pra caso ele peça. O ponto negativo (ou positivo) é que ele também diminuiu a vontade de tomar leite.




A segunda mudança de hábito foi voltar a dormir no berço. Em fevereiro, fez 1 ano que estávamos fazendo cama compartilhada (começou quando ele entrou na creche), e mesmo adorando dormir abraçada com ele o corpo já estava pedindo por mais espaço.

Como essa seria uma mudança mais brusca, o que fiz foi alguns dias antes começar a falar pra ele que em breve ele ia voltar a dormir no berço, para prepará-lo pra esse momento (e também me preparar).  Pra não ficar postergando essa decisão (que já foi adiada muitas vezes), fixei uma data que ia iniciar a nova adaptação e comuniquei para o Roberto, para que ele também apoia-se essa decisão e ajudasse no processo com o Joaquim.

No primeiro dia, assim que fiz a rotina do sono noturno, coloquei ele no chão e disse “hoje vamos começar a dormir no seu berço. Olha que legal ele é. Tem uma parta muito especial (protetor do berço). Você quer levar o seu amigo (dinossauro) pra dormir com você?.” Tudo isso deixou o Joaquim empolgado e eu fiquei com ele, dentro do berço, até ele dormir. Quando deu meia-noite ele acordou chorando falando que queria sair do berço e dormir na nossa cama. Em um primeiro momento fiquei firme pra ele voltar a dormir no berço, mas o Roberto disse “não precisa ser na força, pode ser um dia de cada vez”. E eu vi que era o melhor e coloquei ele pra dormir na nossa cama.

No segundo dia em diante ele passou a dormir a noite toda no berço dele. Nem eu acreditei. E já são 3 semanas dormindo no berço.
 
Nesse último fim de semana (29 e 30 de março), colocamos o Joaquim pra dormir na nossa cama porque ele está doente e na nossa cama, conseguimos ver se ele vai ter febre de madrugada (que foi o que aconteceu). 

Hoje, posso dizer que o Joaquim já se acostou a dormir no berço e gosta de dormir nele. E toda essa nova adaptação me mostrou que eu não preciso ter medo de fazer ou tentar algo novo (reflexão para a vida). Eu posso achar que o novo vai ser dolorido ou demorar para virar hábito, e me surpreender quão fácil foi adicionar algo novo na rotina.
Olá querido diário, ou melhor, olá querido blog.

Nesse ano (2024) eu deixei você de lado e não foi porque não tinha tema ou conteúdo para trazer pra cá. Pelo contrário, já aconteceu tanta coisa nesse ano (estamos em outubro), mas eu não tinha tempo (na verdade ainda não tenho) de qualidade para me dedicar a esse espaço. E esse espaço é muito importante pra mim, porque além de ser uma forma de me expressar é uma forma de treinar a minha escrita jornalística, é uma forma de contar histórias sobre coisas e pessoas. Mas cá estou eu, depois de longos meses sem postar nada, vindo aqui preencher uma página em branco com a minha história.

Não sei se o texto vai ter um sentido lógico, mas eu precisava só vir aqui e depositar algumas ideias, sentimentos e pensamentos que estão passando na minha cabeça. E o pensamento da vez é "Como eu dou conta de trabalhar home office e cuidar do meu filho". A verdade é que eu não dou conta e, sinceramente, não sei se quero dar conta.


Algumas amigas ficam admiradas por eu ter ficado 1 ano e seis meses com o Joaquim trabalhando home office e cuidando dele. Tenho amigas que também trabalharam home office e ficaram o primeiro ano do bebê com ele em casa e tenho uma amiga que ainda não têm coragem de ficar sozinha em casa com o seu bebê. Olhando (de fora) a realidade delas e trazendo pra minha realidade, uma coisa que me dei conta foi que se eu transpareço ser "algo fácil" e possível, é porque eu trabalhei esse momento na minha mente. 
Foi fácil? Com certeza não. Durante a licença maternidade me questionei várias vezes se daria conta. E como ficar sem trabalhar não era uma opção (os boletos não param de chegar) eu falei para mim mesma que faria dar certo. E como não tenho rede de apoio em Ouro Preto eu só tinha duas opções: 1. dar certo ou 2. dar certo.

Nesse meu curto tempo de maternidade (Joaquim só tem dois anos e dois meses) uma coisa que aprendi foi transformar todas as atividades com o Joaquim em uma brincadeira. Na maioria das vezes que ele está em casa, quando estou trabalhando, ele quer ficar no colo, então eu busco formas de entreter ele no meu colo enquanto trabalho. É claro que algumas atividades eu não consigo fazer com ele no colo ou acordado e deixo para executá-las quando ele está dormindo. E outras vai com ele no colo mesmo, principalmente participar de reuniões, que ele adora ver as pessoas e se ver na câmera.

Eu sei que pode parecer tudo lindo lendo esse relato, mas ao mesmo tempo que eu consegui resolver como ia lidar com o home office e a maternidade, outros "pratinhos" tiveram que ser deixados de lado, por exemplo, ter uma casa arrumada e 100% limpa durante a semana. Essa é a realidade do lado de cá. E eu também já aceitei que só vou arrumar e faxinar a casa no fim de semana e que está tudo bem. Durante a semana rola o básico, do básico.

Querido diário virtual, hoje é dia 31 de outubro e vim terminar esse texto (ou não). Nesse mês, tive que fazer uma viagem de última hora para São Paulo e foi a melhor coisa que aconteceu. Consegui dar uma leve (bem leve) descansada, mas só o fato de estar com a minha família já foi o suficiente para voltar com uma energia extra.

Algo que peguei pensando durante essa viagem é que mês que vem (novembro), completa dois anos anos que a minha licença maternidade se encerrou e eu voltei a trabalhar. E outubro é o primeiro mês (depois do retorno) que eu trabalhei demais. Eu tive que forçar o meu corpo e mente para se adaptar a uma rotina pesada, de muitas demandas e que atravessou a minha maternidade. O cansado e a pressão, pra mim, não é um problema grande. Mas, o fato de ter afetado a minha rotina materna, de dedicação com o Joaquim, e cuidado não é algo que tem me alegrado.

E a frase "qual é a vida que eu quero ter?" voltou a martelar na minha cabeça. E já sei que ela vai me acompanhar durante o mês de novembro. 


Em muitos momentos é assim que participo de reuniões, com o Joaquim sentado na cadeira de alimentação ou no meu colo.