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O que aprendi morando 7 anos em Ouro Preto

É fato, dezembro é um mês de reflexão e, sim, teremos muitos posts nesse sentido até meados de janeiro. Parar para pensar e escrever sobre determinados momentos, faz com que eu me reconecte comigo mesma e veja o tanto de coisas que realizei e o tanto de coisas que foram deixadas para trás. E o post de hoje é uma reflexão minha, compartilhada com vocês, sobre os meus 7 anos morando em Ouro Preto.

Quando lembro da primeira vez que pisei na cidade, não imaginava que os anos iam passar tão rápidos e que Ouro Preto ia me acolher, como me acolheu.

Cobertura do Festival de Inverno de 2014, pela Rádio UFOP Educativa
2012 foi de crescimento interno acelerado. Comecei o ano terminando um relacionamento para engatar em outro e que só Deus sabia o que estava  planejado para essa área da minha vida. E finalizei o ano morando em Ouro Preto, em república federal, com pessoas que nunca tinha visto e morrendo de felicidade por ter entrado em um universidade pública.

Em abril de 2013 já tinha feito a primeira (de muitas) mudanças de casa e senti o quão era difícil ficar longe da família, amigas e namorado. Nesse ano o peso das contas pesaram no bolso e entendi o quanto que eu custava e o esforço que a minha mãe fazia para não deixar que não faltasse nada para mim. Foram nesses momentos que defini (e foquei) que a minha meta seria conseguir aprovação nas bolsas de assistência da UFOP e conseguir um estágio. Terminei o 2013 com essas duas metas cumpridas

Já 2014 começou com tudo e com um grande objetivo, tirar o passaporte e começar a me inscrever em todos os programas de intercâmbio que aparecesse. Em relação a UFOP, nunca tive grandes dificuldades com as matérias, fazia a minha parte - que era estudar -, e correr atrás daquilo que não tinha entendido durante as aulas. Mas em compensação as outras áreas da vida, eram pura correria. Foi nesse ano que me mudei para Mariana diminuindo, assim, o gasto com van podendo pegar esse dinheiro para guardar ou gastar com algo que precisasse. E em 2014 eu:

  • desenvolvi a minha fala para falar em rádio;
  • deixei a vergonha e o medo de lado na hora de fazer uma entrevista;
  • aprendi na prática o que é o Jornalismo, como devo me portar, como analisar as notícias, como montar uma pauta, jornal, editar áudio, ir atrás de fontes, arrumar estúdio, entre outros;
  • passei a me bancar sozinha (bolsas da faculdade + estágio) e aprendi a controlar as minhas finanças; 
  • vi que grandes amizades nascem quando menos esperamos (nesse caso dentro da universidade);
  • vi que morar com outras pessoas não é fácil e que o melhor a se fazer é tirar um aprendizado de cada situação;
  • vi que sonhos se tornam realidade e que basta confiar e deixar nas mãos de Deus. No caso esse sonho foi a aprovação em dois intercâmbios e eu tendo que escolher entre México e Colômbia. No final, a Colômbia foi a escolhida. 

O primeiro semestre de 2015 foi vivendo (até o momento) uma das experiências mais incríveis da minha vida. Clicando aqui você confere o diário de intercâmbio e como foi morar 6 meses em outro país. No final de 2015 eu vi como que um trabalho bem desenvolvido deixa marcas por onde você passa e como uma indicação pode mudar os planos futuros.

Comecei 2016 com 2 estágios e contando os meses para concluir a universidade. Não foi um ano fácil, ainda mais porque tive que tomar a decisão se ficava ou não em Ouro Preto, por mais 18 meses e no final acabei optando por ficar. A vida pessoal (a vida a dois, na verdade) foi colocada um pouco de lado e o foco total foi na área profissional. Finalizei 2016 formada, empregada e ganhando bem.

2017 foi um ano focado no trabalho, principalmente porque estava em uma área desconhecida e tinha muitas metas para cumprir. Também foi um ano que viajei bastante e até recebi uma placa de homenagem, no Congresso das Associações Comerciais do Estado de Minas Gerais, na categoria "Sustentabilidade da Associação Comercial", com o núcleo das Mulheres Empreendedoras.

[2015] Visitei Medellin com a Universidad Pontificia Bolivariana para conhecer os meios de comunicação da cidade
Já 2018 começou mais uma mudança de casa, mas dessa vez para Ouro Preto porque o Roberto e a Saori iriam se mudar para cá no 2º semestre. Os primeiros seis meses morando sozinha não foram fáceis, principalmente financeiramente, porque em janeiro o projeto que coordenava finalizou de forma patrocinada e em fevereiro fui contratada CLT pela ACEOP (antes emitia nota fiscal como MEI) e com menos mil reais no salário. Sim, foi uma diminuição significativa e ter que adaptar de uma hora para outra o padrão de vida para o novo salário, não foi fácil.

Mas, tirando o perrengue financeiro, 2018 foi um ano ótimo. Roberto e eu ficamos (oficialmente) noivos, em agosto ele se mudava para Ouro Preto e todos os dias eu pedia a Deus para que a cidade acolhesse ele, como me acolheu. Porque ficar longe da família não é fácil e a saudade e distância só se torna "costume" com o tempo. Esse também foi uma no que eu passei a dar uma atenção maior as minhas finanças e comecei a quitar algumas dívidas.

E esse ano, 2019, eu continue com essa atenção maior com o dinheiro, entrei em um #desafiosemdividas, me inscrevi em curso de finanças pessoais e, agora, termino o ano com saldo positivo na conta e com 95% das dívidas pagas. Ah, e aplicando dinheiro para as metas futuras.

2019 também foi um ano que eu sai (muito) da minha zona de conforto, estive mais perto da minha família e amigas, e junto com o Roberto começamos a definir quais serão os nossos passos para os próximos anos.

Top 9 de 2019

E durante todos esses anos, Ouro Preto sempre me surpreende com a sua beleza, me deu uma família mineira, me deu poucos (e bons) amigos, calmaria depois de semanas extremamente corridas e a afirmação diária que Deus tem o melhor para mim e que as dificuldades só servem para me fortalecer.

ps. pode parecer (ou talvez seja) um texto de despedida dessa cidade cheia de ladeiras e ruas de pedras, mas são apenas (boas) lembranças do que vivi e tenho vivido nesses 7 anos morando em outro estado.

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