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Sobre o 1º mês morando com o boy

Recentemente vi um vídeo que falava sobre mudanças, tanto internas quanto externas e ele me fez pensar na última grande mudança que eu tive, que foi ir morar com o Roberto. Era algo que desejava, mas não tinha noção de  como seria. E quando ele veio para cá, em agosto do ano passado, foi o início de uma nova vida, de aperfeiçoamento do nosso relacionamento, início de novos cuidados e de um novo olhar.

Uma das coisas que eu sou grata no meu relacionamento é que desde o início eu o Roberto fomos parceiros. Parceiros de ir trabalhar juntos, parceiros de Mc Donald's todo dia 1º do mês, parceiros de compras, parceiros de trabalho, parceiros de conversas aleatórias, parceiros de cervejas...


Não vou mentir dizendo que nunca brigamos, mas em sete anos de namoro tivemos uma única grande briga que foi em decorrência da nossa distância e de decisões que tive que tomar (naquele momento pensando mais em mim do que em nós). E, claro, que como todo casal de vez em quando a gente da umas discutidas de leve (só pra dar uma esquentada na relação hahahaha), mas que no dia seguinte já está tudo resolvido.

Mas hoje eu não quero falar só das coisas boas - que é o que prevalece, graças a Deus -, e, sim, compartilhar como que foi o nosso primeiro mês morando no mesmo teto, compartilhando todos os espaços da casa, tendo que falar de dinheiro (da casa e do pessoal) e como que foi se adaptar a uma nova realidade.

A nova mudança de vida fez com que eu aprendesse a parar de pensar só em mim (mesmo você dividindo casa com pessoas maravilhosas, sempre terá uma parte de você que será solidão) e começar a pensar em nós. Eu aprendi a falar mais baixo e sem agressividade (às vezes ainda sai, mas já consigo me policiar), aprendi que não devo ter vergonha de compartilhar as coisas, ainda mais se for relacionada a dinheiro, aprendi que quando se mora junto o famoso "ceder" se faz presente todos os dias e ai entra a capacidade do casal em alinhar o que cada um vai fazer, e aprendi que brigas bobas só prejudicam o nosso humor e desgastam a relação.



E quando alinhei, dentro de mim, todos essas questões parei de encher o saco com pouca coisa e os nossos dias e noites passaram a ser de muita risada, clima tranquilo e felicidade. Ah, algo que também aprendemos (sim, eu e o Roberto) foi a respeitar o espaço um do outro e sempre entrar em um consenso quando vamos fazer algo.

É gostoso, é diferente, é alegria. Principalmente quando você namora a distância e percebe que a partir daquele dia, quando vão morar juntos, que a casa não terá apenas a sua presença e sim a de vocês. E que aquele local não será só, mais uma casa, mas sim o seu lar.
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