Como foi tirar férias durante uma pandemia

 Quem trabalha registrado, quando completa mais um ano na empresa já começa a se planejar para tirar férias. Comigo foi e é assim, mas, sinceramente, não imaginaria que iria tirar férias durante uma pandemia.

Muitas cidades já estão mais flexíveis, inclusive SP, meu estado natal e aonde mora a minha família. Mas, quando botei o meu pé "na cidade da garoa" bateu aquele sentimento de medo e na maioria dos dias eu pensava e pedia "Deus, que eu não pegue o vírus da Covid durante a viagem".

Os planos eram ficar 10 dias, mas acabei estendendo para mais sete dias. E voltei Ouro Preto feliz pelos meus dias em SP, feliz por ter visto pessoas queridas e feliz por não ter tido nada (nem a minha rinite atacou por causa da mudança de tempo).

Sim, essas férias foram diferentes, não só por conta da pandemia, mas também porque nesse ano tenho outro emprego e outros trabalhos. Nessa foto que publiquei no meu instagram, contei um pouco da minha rotina nessas férias e mesmo ficando mais em casa, deu pra aproveitar bastante.


Como foi viajar durante a quarentena


O Transporte

Começando pelo transporte, optei ir de avião para São Paulo por conta da rapidez, pelo custo e também porque muitas empresas de ônibus diminuíram a frota. A viagem de Ouro Preto para Belo Horizonte foi bem tranquila, o ônibus estava bem vazio, tanto que cada passageiro foi sozinho na poltrona.

Já o avião me surpreendeu. Ele veio com todas as poltronas ocupadas (tanto a ida quanto a volta), não vi álcool em gel dentro da aeronave a disposição para os passageiros (não reparei na porta, mas no corredor não tinha), não houve medição de temperatura (nem na entrada para os portões de embarque) e o uso da máscara era obrigatório.

O que gostei foi da organização da saída dos passageiros da aeronave. As fileiras eram liberadas uma por uma e o controle era feito por um comissário de bordo.

Como a ordem ainda é, quem puder fique em casa, a maioria das vezes que sai pedi um uber. Nas poucas vezes que utilizei ônibus e metrô, achei que ambos estavam mais vazios (quem mora em capital sabe como que o transporte público fica  sendo hora de pico ou não).


Veja também
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Indo a um restaurante

Para comemorar o meu aniversário, uma amiga sugeriu de irmos em um restaurante e topei. Fomos no Coco Bambu, do Shopping Maia (Guarulhos) e foi bem tranquilo.

Logo na entrada é entregue um saco plástico pra você colocar a máscara, álcool em gel em todas as mesas, garçons com máscaras e luva, e a todo momento você conseguia ver eles limpando o cardápio com o álcool.

O limite de pessoas por mesa eram de seis e havia uma distância, mínima de 1,5m entre uma mesa e outra.




Indo ao shopping

Fui no shopping três vezes, mas em todas fui com o foco de comprar algo específico, aquele convite "vamos dar uma volta no shopping?" passou longe. Mas, mesmo indo focada, acabei ficando em média 2 horas e visitando umas quatro, cinco lojas.

A minha mãe mora próximo do Shopping Maia, então todas as vezes que fui, foram lá. Ele não costuma ser um shopping cheio, mas a presença de adolescentes era nítida e em bandos.

Fazer compras durante a pandemia não é lá um coisa muito "gostosa" de fazer. A todo momento eu passava álcool em gel, só colocava a mão nas peças que gostava e iria levar, e pegar no corrimão da escada rolante? Nem pensar.

Mesmo com todas as restrições e cuidados, essas foram uma das melhores férias que tive. Nesse post do instagram também compartilhei como que foi a viagem na questão interna, vai lá conferir!

beijos, beijos