Que tipo de mulher quero ser?

Um dia desses assisti um vídeo sobre como a mulher é retratada na mídia. Ele foi criado pelas organizações Paz com Dignidad e Revista Pueblos, filmado no Brasil com o títlulo "O que a imagem da mulher brasileira na mídia tem a ver com a democracia da comunicação" discutindo os padrões de beleza impostos e destacando que a própria mídia - à que delega quais são esses esteriótipos - também tem o poder de desmistificar esse "padrão".

De alguns anos pra cá houve uma crescente "mobilização" em relação ao feminismo. O que antes era pouco discutido devido - justamente - a não divulgação de notícias (a todo momento) sobre o assunto, hoje está sendo como "um tapa na cara da sociedade", ainda mais no caso das mulheres, de como devemos deixar os esteriótipos de lado e esquecer que mulher não foi feita (só) para cozinhar, lavar e passar.


Pra mim, um dos exemplos mais fortes foi o discurso da Emma Watson na ONU sobre a campanha #HeforShe, aonde ela convoca todas as mulheres a se levantarem e irem atrás do que é delas, principalmente da igualdade de gênero. Não deixando os homens de lado, ela os aponta como peça importante na campanha anti-sexista.

Para quem ainda não assistiu, o discurso completo com legenda em português está aqui:


Ainda sobre como a mídia nos retrata e como muitas vezes somos influenciadas por ela, escrevi no blog a algumas semanas atrás, um relato de como passei a aceitar o meu corpo e como nos preocupamos com o que os outros acham da gente.

Cresceu em mim uma vontade de saber mais sobre o feminismo, ouvir exemplos reais e ter uma visão mais ampla sobre o assunto. Em uma dessas pesquisas, acabei conhecendo o blog The black Cupcake e a Naomi (dona do blog) fez um post sobre uma escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi, que foi para os Estados Unidos estudar, já escreveu cinco livros, sendo um deles transformado em filme "Meio Sol Amarelo" (sem previsão para chegar no Brasil) e que, além de tudo isso, empodera as outras pessoas com os seus discursos.

Através das suas histórias pessoais ela faz com a gente pense sobre alguns momentos de nossas vidas, faz com que quebremos alguns esteriótipos e nos convida a ser feministas.

E é ai que eu me questiono, e te questiono: "Afinal, que tipo de mulher eu (vocês) quero ser?". No momento a única coisa que eu sei, é que quero igualdade em tudo; quero não poder me preocupar com que os outros - principalmente os homens - vão achar quando eu fazer algo, que pra eles, é extraordinário e que duvidavam da minha capacidade. E claro aprender a cada dia novos empoderamentos.

E vocês, que tipo de mulheres querem ser?

Vamos nos empoderar, vamos deixar de fingir o que não somos, vamos lutar pelos nossos direitos, vamos lutar pelo tratamento igualitário entre os gêneros e o mais importante, vamos lutar para que as crianças (filhos) cresçam com uma visão ampla sobre as coisas e que elas não se sintam "presas" nos esteriótipos impostos pela sociedade, e nem pela mídia.

20 comentários:

  1. Vi esse vídeo da Emma Watsom, além de linda discursou maravilhosamente bem! Temos que lutar sempre pela igualdade em tudo, nos salários, nas escolhas, em tudo! Texto muito bom!

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    1. Obrigda Graciane. E o discurso da Emma Watson é realmente, maravilhoso.

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  2. Ótimo texto ! Realmente, precisamos nos unir e buscar pelos nossos direitos. Parabéns pelo post ! ❤

    amandagabrielleblog.com

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  3. Gostei muito do seu post, vai me ajudar muito!!

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  4. Adorei o texto,a luta pela igualdade é muito importante, um ótimo tema mesmo!

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  5. BELO POST, REALMENTE A UNIÃO FAZ A FORÇA. TEMOS QUE NOS IMPOR, REIVINDICAR POR NOSSOS DIREITOS.

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    1. Com certeza e só iremos avançar se a cada dia cada mulher brigar pelo seu direito.

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  6. eu adorei ver esse video ainda não tinha assistido, eu mudei muito como mulher nossos últimos 2 anos ,e agradeço muito por isso, aprendi que eu posso sim ser poderosa só com o tenho

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    1. Esse vídeo da Emma Watson é mesmo empoderador. E sim, todas nós somos poderosas com as nossas particularidades.

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  7. Com certeza quero ser a mulher que sou hoje. Graças a textos e pessoas como Você, sempre tive uma influência muito positiva em minha vida e tomada de decisões pelo que eu queria ser e fazer e não pela condição mulher da minha época de infância e adolescência. E sempre faço questão de pregar isso... e incentivar ... influenciar o maior número de pessoas.. . Homens e mulheres... com relação a essa igualdade, que deve existir, entre os gêneros e escolhas não influenciadas pelo gênero e sim pelo sonho de cada um.

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    1. Que bom que gostou do texto. Acredito que esse é um trabalho de formiguinha que a cada dia vamos conquistando algo e a cada dias vamos mostrando para outras mulheres que elas podem ser o que elas quiserem e conquistar tudo o que sonhou.
      Beijos

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  8. Lendo seu texto me lembrei de um episódio que vi essa semana, uma blogueira fitness postou uma foto com barriga mega chapada só que o corpo dela ficou meio curvado na foto então ficou uma saliencia e não é que apareceram comentários dizendo que a menina estava gorda!!! Fiquei imaginando como seriam as mulheres que fizeram esses comentários, será que são empoderadas ou será que só se preocupam em falar do alheio? Acho que precisamos sim quebrar os padrões e nos impor em muitos assuntos.

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    1. Infelizmente ainda tem muita mulher criticando outra mulher, ao invés de estender a mão e ajudar nas questões de igualdade.

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  9. Amei seu post não me auto declaro feminista mas entendo todos os lados da moeda e respeito bem ao estilo Meu corpo minhas regras, os discursos de empoderamento dao um up em qualquer mulher.

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    1. Que bom gostou Karina e além dos discursos empoderem, faz com que a gente construa uma opinião sobre o assunto e como que cada uma de nós enxergar o empoderamento da mulher.

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  10. Adorei esse post! Proxuro sempre o empoderamento, me valorizar, deixar de ter medo do que os outros podem pensar de mim, afinal só eu mesma me conheço. Acho que nós devemos ser o que quisermos, o mulherão da nossa própria vida.

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    1. Que bom que gostou Gabrieli e é isso mesmo, temos que ser o mulherão da nossa própria vida.

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